A.C.R.Saavedra Guedes

Quando Américo Marques da Costa, o Rato da Costa, foi expulso da Banda Clube Pardilhoense, em finais de 1928, por indisciplina e impertinência, devido ao seu apurado gosto pelo vinho, que lhe alterava o feitio, criou-se a possibilidade para alguns miúdos do lugar do Salgueiro se poderem dedicar a aprendizagem das primeiras notas musicais.

Depois do 25 de Abril saíram, por causa da política, alguns jovens colaboradores do Clube Pardilhoense, e destes surgiram novos colaboradores do "Saavedra". Começa a haver comissões para as diversas actividades e em meados dos anos 80 aparece a primeira "Semana do Emigrante", altura esta em que grandes artistas vêm a Pardilhó actuar no palco do "Saavedra", como sejam: Carlos do Carmo, Paco Bandeira, Rodrigo, Duo Ouro Negro, Carlos Paião, etc..

Funcionou nesta colectividade a Rádio Moliceiro, rádio pirata que veio dar origem à actual emissora concelhia Rádio Voz da Ria.

Em 1994 a Associação Saavedra Guedes passa a ser Instituição de Utilidade Pública.



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A Par D'Ilhós

Em 1983 um grupo de jovens ligados às actividades da paróquia de Pardilhó decidiu organizar a "I SEMANA DA JUVENTUDE" na freguesia. Elaboram então um programa onde se anunciava um espectáculo de Variedades. Na falta de artistas foram obrigados a improvisar um pequeno grupo coral, o qual viria a actuar pela primeira vez em público em 23 de Setembro de 1983. E deste improviso se forma um grupo de 25 jovens que decide continuar e tornar-se associação. O nome A PAR D'ILHÓS é escolhido para o baptizar e compram-se os seus primeiros instrumentos musicais. No entanto, apenas no início de 1989 a associação é legalizada.

O sonho para o futuro é, porém, ter uma sede própria onde possam organizar um Museu Etnográfico e, com recurso às novas tecnologias da informação, houvesse um arquivo da música tradicional da região.



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Banda Club Pardilhoense

A Banda Club Pardilhoense foi constituída por escritura datada de 4 de Novembro de 1874, no lugar do Celeiro, freguesia de Pardilhó, com o nome de “Filarmónica União Pardilhoense” tendo como objectivos o interesse pela Música e a distracção e recreio dos Associados. Foi o seu principal fundador e grande protector o Padre António Joaquim Silva Vigário e Matos, conhecido por Padre Cura, auxiliado pelo Mestre Régio Padre José Lopes Ramos e por António Joaquim da Silva Vigário, seu principal instrutor entre outros.

O seu nascimento é muito curioso visto que tudo começou quando o Padre da Freguesia, o Padre Cura, que dando instrução primária e sendo amante da representação, criava autênticos espectáculos, acompanhados por um grupo de músicos de Estarreja com o fim de tocarem nos intervalos. Assim a festa incluía além do teatro a música. Um dia, o Padre Cura, oferece aos músicos um bom jantar, contando que com isso ficasse a despesa paga. Ao fim, por cortesia, perguntou quanto devia pela actuação, pensando que ficava a despesa pelo jantar. E o que é certo é que ainda lhe cobraram dinheiro. O episódio deixou o padre consternado e sem dormir durante essa noite. Mas ele era homem de ideias e, mais do que isso, de trabalho. Lembrou-se logo, juntamente com os mais amantes da causa, de formar uma Banda de Música em Pardilhó. E assim nasceu a Filarmónica União Pardilhoense.

Manuel Almeida, um dos fundadores, foi quem assumiu a regência da banda, mas pouco tempo depois passou o testemunho a Rodrigo António Fidalgo, ficando como contra-mestre e regente da orquestra. O primeiro local de ensaio foi a residência do Padre Vigário e Matos. Mais tarde ensaiou-se no lugar do Celeiro, e posteriormente na sala de aulas do Padre José Lopes Ramos que tinha muita dedicação pela banda, fazendo os seus contractos, recebia o dinheiro das actuações e distribuía-o pelos músicos e guardava os papéis das partituras, isto numa altura em que era regente Rodrigo António Fidalgo. Mais tarde, os ensaios passaram a fazer-se na casa de Miguel Tavares, também ele um Pardilhoense muito dedicado à Banda. Nesta altura, o Padre Vigário e Matos ia propositadamente ao Porto buscar músicas, que depois eram copiadas por Manuel Joaquim Silva Vigário.

Quando, em 1926, a Filarmónica União se integrou no Club Pardilhoense passou a designar-se por “Banda Club Pardilhoense”, sendo no entanto mais conhecida por Banda Velha de Pardilhó, uma vez que entretanto tinha sido constituída uma outra Banda na freguesia, conhecida por Banda Nova que já não existe.

Ao longo da sua existência foram seus regentes: Manuel Almeida, um dos fundadores, Rodrigo António Fidalgo, José Maria Valente de Almeida, Rodrigo António Fidalgo (novamente), Manuel Pedro Calado, Clemente Ferreira Amador, Firmino Ferreira Amador, Henrique Lopes Ramos, José Lopes, Fernando Ribeiro Lopes, Manuel Andrade, Fernando Ribeiro Lopes (novamente) e o actual Martinho Rodrigues.

Foi José Lopes, falecido em 2003, quem procedeu a uma grande renovação e valorização da banda, tendo para tal construído uma Escola de Música, onde são ministradas aulas gratuitas a crianças e jovens que pretendam integrar a Banda Club Pardilhoense, nesta escola os músicos começam por aprender as mais básicas noções de música e acabam por se especializar em qualquer um dos instrumentos da banda, desde a Flauta à Percussão.

A partir de 2009, a Direcção Artística da Banda ficou a cargo do Maestro Martinho Rodrigues, natural de Pardilhó, que iniciou a sua formação musical na Banda Club Pardilhoense e da qual foi elemento. A Escola de Música, profundamente remodelada em 2009 com a entrada do actual Maestro como seu coordenador, sofre uma imensa transformação adaptando-a aos novos tempos permitindo, com esta nova dinâmica, que os seus alunos cresçam com bases musicais muito sólidas.

A Escola de Música conta actualmente com cerca de 50 alunos, sendo a sua formação assegurada por elementos da Banda e por Professores credenciados. A Escola funciona neste momento em dois módulos, “Iniciação” e “Avançado”, permitindo assim que a partir dos 5 anos de idade os alunos possam já ter contacto com a música. O Maestro Martinho Rodrigues, dedicando-se com entusiasmo e paixão à “sua” Banda e, dado que, além de Maestro é também companheiro e amigo, conseguiu formar com os jovens elementos da Terra um grupo unido, coeso como uma verdadeira família, motivando-os constantemente, conseguindo assim incutir-lhes a paixão pela Música e também o amor à sua Terra, levando-os a superarem-se e consequentemente a elevar a qualidade e o nível artístico da Banda Club Pardilhoense.

Presentemente a Banda Club Pardilhoense atingiu e vive o seu mais elevado nível artístico das últimas décadas e por tal motivo tem sido convidada a participar em algumas das mais reputadas Romarias do País, nomeadamente as Festas da Nª Senhora D´Agonia em Viana do Castelo, conhecida como a Romaria das Romarias, também as Festas de Santa Marta de Portuzelo em Viana do Castelo, entre tantas outras. Motivados pelo reconhecimento de que a Banda é alvo por todos os locais por onde passa, Estrutura Directiva, Maestro e Músicos trabalharam afincadamente para a gravação do primeiro CD da História da Banda que aconteceu em 2014 tendo sido lançado nesse mesmo ano.

A Banda Club Pardilhoense executa os mais diversos números musicais, desde a Música dita “Clássica”, passando pela religiosa e popular, sendo o seu reportório vasto e bastante apreciado pelo público. Constituída actualmente por cerca de 60 elementos, realizam entre 30 a 40 actuações durante o ano levando a cultura musical de Pardilhó aos mais diversos ponto do nosso país.

Pardilhó, é uma Vila composta de uma população de ideias fixas, mas com grandes qualidades. Saíram da Banda Club Pardilhoense grandes músicos, destacando-se o Major Aurélio da Silva e Pinho, antigo Maestro da Banda da Força Aérea.



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Club Pardilhoense.

Fundado a 01 de dezembro de 1908, o Club Pardilhoense, foi a primeira associação de cultura e recreio no Concelho de Estarreja e uma das primeiras do Distrito de Aveiro. O grande impulsionador da sua fundação foi o Padre José Luciano Tavares Afonso e Cunha, sacerdote pardilhoense residente na Califórnia, EUA.

Em 1926 a Filarmónica União Pardilhoense, fundada em 04 de novembro de 1874, é incorporada no Club, passando a designar-se Banda Club Pardilhoense. Com o aumento de atividade foi necessário construir uma sede própria, assim em 1945 é adquirido um terreno e iniciada a construção em 1946, com grande apoio popular e empréstimo de dinheiro de 25 sócios.


A sede abre pela primeira vez ao publico em 25 de dezembro de 1948 com a opereta “ Simão, Simões & Companhia” representada pelo grupo cénico do Club. É inaugurada oficialmente em 1 de janeiro de 1949. Com a necessidade de pagar os empréstimos dá-se inicio a grande atividade na nova sede, com a realização espetáculos que trouxeram a Pardilhó artistas como: Laura Alves, Assis Pacheco, Paulo Renato, Otávio de Matos, Ribeirinho, Barroso Lopes, Camilo de Oliveira e Cármen Miranda entre outros.


A representação de teatro musicado e a realização de bailes nos anos 50/60/70 fizeram do Club Pardilhoense uma das mais dinâmicas coletividades culturais do distrito de Aveiro.


Hoje é na Banda e na sua escola de musica que reside a maior atividade do Club, também havendo aulas de dança, e tendo ainda diversos protocolos de colaboração com outras instituições da freguesia como o Agrupamento de Escolas de Pardilhó, o Centro Paroquial e o Grupo Etnográfico Danças d’Aldeia.



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Ventos da Ria.

Fundado a 11 de Setembro de 1998, o Grupo de Música Tradicional Portuguesa Ventos da Ria é uma Associação sem fins lucrativos que se encontra filiada no INATEL.

Pardilhó é uma terra devotada ao cultivo das artes, de que sobressai a cultura musical. Há em nós uma propensão para a música cuja tradição vem de longe...

Talvez pela nossa situação geográfica de habitantes da borda d'água, sempre propensa às influências do exterior - sobretudo no tempo em que as estradas fluviais eram as grandes vias de comunicação entre os povos - há na nossa comunidade uma riqueza incalculável no que respeita à tradição musical. Foi com o intuito de preservar e, se possível, reviver esta tradição que um grupo de pessoas se juntou, dispostas a cultivá-la, recolhendo o espólio de que as terras marinhoas são tão prodigamente ricas e, depois de devidamente burilado, levar com ele o nome da nossa terra até onde o engenho e a arte nos ajudarem... “Ventos da Ria” foi pois, o nome que nos pareceu com mais autenticidade realizar o nosso sonho - eles trouxeram e levarão as nossas tradições mundo em fora...

Assim, e no intuito de concretizar os objectivos que presidiram à constituição do grupo, procuraremos levar à prática espectáculos que levem ao conhecimento do maior número de pessoas no país (e se possível no estrangeiro) esta tradição que queremos a todo o custo preservar. Por outro lado, no mesmo afã, procuraremos recolher e trabalhar algo mais que possa contribuir, não apenas para o enriquecimento do nosso povo, mas de todos quantos amam e sentem a Música Tradicional Portuguesa.



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Grupo Etnográfico Danças d'Aldeia.

O Grupo Etnográfico «Danças d'Aldeia» constituiu-se em Setembro de 1997, principiando da vontade de apenas seis pessoas. Começou como uma brincadeira, num cortejo realizado na freguesia de Pardilhó em Março de 1996, desenvolvendo-se a partir daí a ideia. Dele fazem parte duas pessoas que haviam pertencido a um antigo agrupamento pardilhoense idêntico: O Rancho Folclórico de S. Pedro da Beira Ria, que existiu até perto do final da década de 60 (1966 ou 1967). Os referidos membros deste grupo foram José Venâncio e Amilcar Tavares, entrando o último mais recentemente no «Danças d’Aldeia», como Cantador.

Hoje este Rancho Folclórico encontra-se legalizado e envolve cerca de 35 a 40 pessoas. Os trabalhos actuais direccionam-se essencialmente para a recolha de danças e cantigas, costumes, tradições e rezas, bem como a recuperação de alfaias agrícolas tradicionais. Porém, é difícil encontrar pessoas que tenham trajes antigos que possam mostrar e cantigas para ensinar.



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